De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Salve vinicius
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Os quartos - Fellipe Cosme
O quarto fecha-se na noite gelada,
há milhares de outros quartos
numa humanidade de quartos gelados,
há uma humanidade de humanidades
que se fecham na noite gelada.
os quartos parecem tristes,
mas não são tristes, apenas parecem tristes.
eles não nos enxergam, não nos vêem
com nossas cabeças quadradas,
com nossas almofadas gigantescas,
com nosso suor feito com o vinho do Porto.
vêem-nos felizes, pois somos felizes,
ninguém além dos quartos nos vê desse jeito,
por isso somos feitos para os quartos.
nos quartos, há os sonhos,
há as melodias que se entreolham
há a militância de um silêncio vagaroso,
há a água sugada pelo ar-condicionado,
há as plantas, há os livros, há o teto,
há milhares de passarinhos sussurrando de plantão.
não há nos quartos as pessoas.
as pessoas estão fora,
buscando comida para os quartos,
buscando mais pessoas para os quartos,
em outros quartos talvez
ou em lugares fechados maiores do que quartos,
talvez mais tristes ou mais alegres,
talvez com outros nomes,
diferentes de quartos,
mas estar no quarto e ver-se de dentro, é ser um sonhador,
é caçar na melodia do silêncio uma resposta,
e nada pode impedir-nos de sonhar com outros quartos.
nas noites geladas desta humanidade,
enxergar-se em todos os quartos
de todos os quartos
e ver-se entrando e saindo calado ou gritando,
com um sol ou na pura escuridão do tempo
que estiver rugindo,
com pétalas para enterrar ou roupas
para acariciar a vida que nascerá em dias,
com um beijo cálido da namorada doente
ou uma cicatriz de doença de amor,
entrar e sair, jamais se esquecer do quarto ao sair.
no quarto das horas imprecisas,
dos momentos difíceis ou fáceis,
das pedras ou montanhas ou cascatas,
da neve ou tempestade que entra pelas frestas da janela,
dos meninos que olham pra dentro
e só vêem um quarto,
das ruas que se embaralham
nas outras ruas de todos os mundos,
onde há quartos para todo mundo,
onde há mundo para todos os quartos.
sábado, 28 de junho de 2014
Razão de ser - leminski
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
quinta-feira, 19 de junho de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
SAUDADES DE NÃO SEI O QUE - Ana Angelica Martins
Pensei bem e decidi: vou largar a barra da saia da mamãe. Deixar pra trás a cama sempre arrumada, as roupas limpas, o leite no pires. Não quero mais ganhar presentes sem merecer, nem afagos a qualquer hora do dia. Me cansei dessa vida de filho único. Estou com saudades de não sei o que, só sei que é de coisa que não vivi
Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo, imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado, sentir o perigo de perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão, ter o sangue pulsando agitado, das pontas dos pés até as orelhas.
Quero a prova de que tudo que eu ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores... azedos demais, salgados demais, amargos... Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca. E quando todas essas coisas já forem rotina pra mim, vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefones que não vão acontecer.
Mas, quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebra-la, como se eu pudesse ser o último no mundo a senti-la. Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas.
Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo, imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado, sentir o perigo de perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão, ter o sangue pulsando agitado, das pontas dos pés até as orelhas.
Quero a prova de que tudo que eu ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores... azedos demais, salgados demais, amargos... Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca. E quando todas essas coisas já forem rotina pra mim, vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefones que não vão acontecer.
Mas, quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebra-la, como se eu pudesse ser o último no mundo a senti-la. Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Kings Of Convenience - I'd Rather Dance With You
Achei muito engraçadinha essa música... ^^
Eu prefiro dançar com você a conversar com você
Então por que nós não vamos para a outra sala?
Tem espaço para nós nos mexermos, e ei, eu gosto dessa melodia
Mesmo se eu pudesse ouvir o que você disse
Eu duvido que minha resposta seria interessante para você ouvir
Porque eu não li livro nenhum o ano inteiro
E o único filme que eu vi, não gostei nem um pouco
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
A música está muito alta e o barulho da multidão
Aumentam a chande de má interpretação
Então, deixe seus quadris fazerem a conversa
Eu te farei rir atuando como o cara que canta
E você me fará sorrir entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo ...
(Entrando no ritmo...)
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar com você
Eu prefiro dançar com você
Eu prefiro dançar com você a conversar com você
Então por que nós não vamos para a outra sala?
Tem espaço para nós nos mexermos, e ei, eu gosto dessa melodia
Mesmo se eu pudesse ouvir o que você disse
Eu duvido que minha resposta seria interessante para você ouvir
Porque eu não li livro nenhum o ano inteiro
E o único filme que eu vi, não gostei nem um pouco
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
A música está muito alta e o barulho da multidão
Aumentam a chande de má interpretação
Então, deixe seus quadris fazerem a conversa
Eu te farei rir atuando como o cara que canta
E você me fará sorrir entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo
Entrando no ritmo, entrando no ritmo ...
(Entrando no ritmo...)
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar, eu prefiro dançar a conversar com você
Eu prefiro dançar com você
Eu prefiro dançar com você
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